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Glossário / Trauma

Trauma

O que é?

Evento de vida com impacto negativo no indivíduo, que se distingue dos demais pela sua gravidade, pela ameaça à vida e segurança do indivíduo, e pelas consequências psicológicas que podem provocar a longo prazo. O evento traumático implica geralmente uma reorganização do indivíduo após o mesmo, que terá de encaixar este evento na sua narrativa de vida. 

Os acontecimentos traumáticos compreendem eventos como ameaça ou agressão física real (ataque físico, assalto violento, roubo, etc), ameaça ou violência sexual real (penetração sexual forçada ou facilitada pelo uso de substâncias, abuso sexual com ou sem contacto, tráfico sexual), exposição à guerra ou ataque terrorista, tortura, ser raptado, ser feito refém, desastres naturais ou provocados pelo homem, acidentes graves de viação, e incidentes médicos que envolvam situações catastróficas e súbitas. 

O trauma pode produzir alterações fisiológicas, inclusive uma recalibração do nosso sistema interno de alerta, um aumento das hormonas ligadas ao stress (cortisol), e alterações no sistema que distingue informação relevante da irrelevante. Estas alterações levam a um sintoma psicológico denominado hipervigilância, em que, tal como o nome sugere, o indivíduo está em constante estado de vigilância, avaliando tudo o que o rodeia, procurando potenciais ameaças.

Por isso, e por ter perdido o sentido de previsibilidade e controlo sobre o meio que o rodeia, pode tornar-se extremamente difícil para o indivíduo interagir espontaneamente com o mesmo, e preferirá eventos sobre os quais tenha o maior controlo possível.  

Os eventos traumáticos podem também dificultar o estabelecimento e a manutenção de relações íntimas, uma vez que alteram não só a experiência emocional, cognitiva e comportamental da própria pessoa, como alteram a perceção que têm sobre os comportamentos dos outros, e também confronta a pessoa com a sua vulnerabilidade.

A par disso, gera-se muitas vezes um sentimento de incompreensão por parte dos outros, que não experienciaram aquele evento, e por isso, na perspetiva do próprio, não poderão compreender o impacto do evento na sua extensão total. Consequentemente, poderá existir uma tendência para que a pessoa deixe de partilhar aquilo pelo qual está a passar, o que aumentará os sentimentos de angústia e desespero. 

Podemos sintetizar três formas de abordar o trauma: (1) através de conversa (terapia individual ou de grupo) reconectar com outras pessoas, ganhar conhecimento sobre o que se está a passar no momento presente consigo mesmo, e processar as memórias do evento traumático; (2) utilizando fármacos que ajudem a regular reações inadequadas, e restante sintomatologia; (3) permitir-se a viver novas experiências de vida que contrastem com a desesperança, raiva, ou mágoa provocadas pelo evento traumático.

Não processar o evento traumático pode levar à Perturbação de Stress Pós-Traumático.

Referências

  1. ​​Baptista, T. M., & Neto, D. D. (2022). Psicoterapias Cognitivo-Comportamentais (Vol. 2 Perturbações e Grupos Específicos). Lisboa: Edições Sílabo, Lda.
  2. Van der Kolk, B. A. (2014). The body keeps the score: Brain, mind, and body in the healing of trauma. Viking.

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